CONCERTO | Concerto solar em tarde paulistana de chuvarada

Com alta qualidade e eletricidade contagiante, Orquestra Jovem do Estado tocou o Concerto para piano de Amy Beach e a Sinfonia nº 1 de Mahler. A Orquestra Jovem, em um momento de formação, possui uma energia entusiasmada que contagia, respondendo rapidamente às ideias do regente, sem cristalização de hábitos orquestrales, e transmitindo música viva. O maestro Cláudio Cruz traz partituras raramente executadas ao público. A obra de Amy Beach, inspirada e lírica, tem um virtuosismo expressivo que se desdobra em uma forma rapsódica, com interligação entre piano e orquestra natural. Mahler, sinfonia “rapsódica”, é conduzida por Cláudio Cruz, que tem a personalidade “rapsódica” e exige flexibilidade coletiva da orquestra. A qualidade da Orquestra Sinfônica Jovem do Estado de São Paulo se destaca pela capacidade de tocar “rapsódica”. O público, em grande parte novato em salas de concerto, precisa de um trabalho de preparação prévia para entender a dinâmica da música sinfonica. A Orquestra Jovem é mantida com impostos pagos por todos os paulistas e deve se apresentar pelo Estado.

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