Iphan aprova Plano Nacional de Patrimônio Cultural, no 1º Fórum do SNPC
Espalhados por todos os cantos do país, mestres e mestras da cultura brasileira, que guardam na memória o saber de fazer rendas de bilros, de tocar fandango ou de preparar o acarajé, envelhecem sem renda, sem apoio e sem a certeza de que alguém aprenderá com eles e passará o conhecimento adiante. Esse é o retrato de um Brasil que não tinha um plano nacional para proteger seu patrimônio cultural. Mas isso mudou. Na última sexta-feira (06/03), durante o 1º Fórum do Sistema Nacional de Patrimônio Cultural (SNPC), em Brasília, representantes do poder público e da sociedade civil aprovaram o Plano Nacional de Patrimônio Cultural (PNPC). Ele define, de forma clara e participativa, os objetivos e as estratégias que nortearão o planejamento, a implementação, o monitoramento e a avaliação das ações dos entes federativos e da sociedade civil para a preservação do Patrimônio Cultural nos próximos 10 anos. Para mestres e detentores, significa dignidade e renda. Para povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais, significa proteção dos territórios dialogada com diversos setoriais de política pública. Para quem mora em centros históricos, significa mais apoio e menos abandono. Para a sociedade civil em geral, significa mais voz e mais acesso.