Meio século do Big Bang: como o lançamento do Apple I inaugurou uma era

Em um canto da garagem bagunçada na casa dos pais de Steve Jobs, em Los Altos, na Califórnia, havia um exemplar do número de janeiro de 1975 da revista Popular Mechanics, dedicado ao kit do primeiro computador pessoal, o Altair. Bill Gates e Paul Allen, que haviam criado a Microsoft, se entusiasmaram com o que leram e começaram a trabalhar em um sistema operacional para o Altair. Outros dois jovens, Steve Jobs e Steve Wozniak, amigos fraternos depois de se conhecerem na sede da Hewlett-Packard, também amanheceram doidos com a novidade. Eles estavam dispostos a desenvolver uma máquina que permitisse a digitação de algo — nem que fosse uma única letra — de modo a aparecer numa tela. A dupla lidava com chips como quem tomava LSD. A Apple I foi lançada em 1976 e o Apple II em 1977, marcando o início da revolução tecnológica que resultou na criação de máquinas cujo interior não deveria ser aberto para modificação por usuários. Jobs acreditava que a interligação entre hardware e software era essencial para a experiência do usuário. Jobs e Wozniak reinventaram um conjunto de indústrias: computadores pessoais, edição eletrônica, animação e telefonia. A Apple se tornou sinônimo de charme, algo sexy e bela estética. Com o passar dos anos, o atrito entre PCs e Macs explodiu. A Microsoft ganhou terreno em IA através da OpenAI, enquanto a Apple se debruçou sobre dispositivos como óculos de realidade aumentada Vision Pro. A Apple pode seguir o caminho de Jobs e se reinventar, utilizando sua força para inovar em áreas emergentes, como a inteligência artificial.

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