Fundos imobiliários 2026: com queda dos juros, onde investir, segundo análise da XP - Portas

Após recuperação no ano passado, fundos imobiliários podem ter novo ciclo de valorização. O Ifix, índice da B3 que resume o desempenho do setor, registrou valorização de 21,1%, a maior variação anual desde 2019 e a terceira mais elevada desde sua criação em 2012. Com perspectiva de queda gradual da taxa básica de juros, a Selic, e atividade econômica sólida, mesmo que em desaceleração, a tendência é que ainda exista espaço para valorização dos fundos imobiliários em 2026. Mesmo após a forte performance dos últimos 12 meses, a visão é de que os fundos imobiliários continuam a ser negociados com descontos médios em relação ao seu valor patrimonial. O maior desconto é encontrado nos fundos de tijolo, em média 11,3%, seguidos por Fundos de Fundos (FoFs), com deságio de 10,9%. Em 2026, espera-se elevar gradualmente a exposição a fundos de tijolo. Os analistas da XP Investimentos apontam que o mercado está na Fase 1 do ciclo de fundos imobiliários e a queda das taxas de juros favorece os fundos imobiliários de tijolo. Segundo eles, esse segmento investe em imóveis físicos e é o mais sensível às variações das taxas de juros. Em termos de investimento, a XP Investimentos recomenda buscar fundos expostos a regiões “clássicas” do mercado corporativo, como Faria Lima, Pinheiros e Vila Olímpia, e que investem em shoppings centers com público de alta renda. A expectativa é para resultados moderados e consistentes ao longo de 2026, em um contexto de desaceleração da economia e juros ainda em nível elevado.

Saiba mais