Além do Pódio: Comitê Olímpico Quer Mais Mulheres nas Cadeiras de Decisão
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Forbes Brasil - 19 Mar, 2026
O esporte olímpico alcançou a paridade de gênero entre atletas em Paris 2024, mas ainda há uma brecha na presença feminina em cargos de liderança na esfera esportiva. Apesar disso, o cenário se mostra promissor com 51% das confederações esportivas brasileiras possuindo pelo menos 30% de mulheres, impulsionadas por investimentos que chegam a R$ 4 milhões para projetos do esporte feminino. A grande virada de chave é o aumento de oportunidades para mulheres na liderança, como visto no programa de mentoria “Mira Gestoras”, promovido pela medalhista olímpica Yane Marques. Lideiras como Annamarie Phelps e Alicia Morea destacam que a narrativa corporativa precisa mudar para garantir a inclusão das mulheres. O COB já implementou uma resolução que obriga as delegações brasileiras em Jogos Pan-Americanos e Sul-Americanos a terem, no mínimo, 30% de mulheres em suas comissões técnicas e equipes multidisciplinares, em consonância com o cenário global de 13% de treinadores mulheres em Paris 2024. As lideranças celebram a necessidade de políticas intencionais e resoluções obrigatórias para garantir a ampliação da diversidade de gênero no esporte.