Análise | BC reduz os juros, mas indica que Selic vai cair menos do que esperava se guerra de Trump continuar

O Banco Central cortou os juros em meio ponto, a fim de incorporar as incertezas provocadas pela guerra americana no Irã, e manter a Selic em 15% ao ano para evitar ruídos políticos que possam afetar a própria política monetária em ano de eleição. A decisão se deu em meio à liquidação de mais um banco do conglomerado Master e as incertezas de decisões judiciárias envolvendo o Banco de Brasília (BRB), com o cancelamento da Assembleia Geral sobre aporte de capital no banco. O BC não dá sinais sobre os próximos passos, mas a tendência é de novas reduções de 0,25 ponto caso o conflito não escale e o petróleo saia do controle. A crise política impactou fortemente o mercado financeiro, levando a uma recompra significativa do Tesouro por mais de R$40 bilhões em títulos pré-fixados e indexados à inflação. O BC afirmou que as projeções de inflação apresentam distanciamento adicional em relação à meta no horizonte relevante para a política monetária, o que significa que se o conflito acabar rapidamente, essa piora pode ser revertida.

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