Dia dos Namorados deve movimentar mais de R$ 350 milhões na região metropolitana
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EmPoucosMinutos - 04 Jun, 2026
As vendas corporativas e o consumo no varejo fluminense voltados para as comemorações do Dia dos Namorados na Região Metropolitana do Rio de Janeiro devem alcançar a marca estimada de R$ 356 milhões, de acordo com dados oficiais divulgados pelo Instituto Fecomércio de Pesquisas e Análises (Ifec-RJ). O levantamento estatístico de mercado, realizado a partir de entrevistas estruturadas com 948 consumidores locais no final do mês de maio, revela um avanço nominal positivo em comparação com a movimentação apurada no mesmo período em 2025, que registrou R$ 338 milhões em vendas totais de produtos e serviços no comércio de rua. O valor do gasto médio previsto pelos cariocas para a aquisição de presentes inestimáveis em 2026 também registrou elevação, subindo para a faixa de R$ 204,00 por comprador, contra R$ 198,00 mensurados no ano anterior pelas pesquisas da federação comercial fluminense em suas sondagens mensais. No que tange à intenção geral de compras da população, os dados demonstram uma divisão bastante equilibrada: cerca de 47,5% dos entrevistados declararam que planejam presentear seus parceiros na data comemorativa, enquanto 47,9% apontaram que não pretendem despender recursos financeiros com presentes sazonais no período de celebrações. Essa divisão reflete o comportamento cauteloso do consumidor diante das taxas de juros correntes, embora o comércio varejista mantenha o otimismo sustentado pelo aumento real da massa salarial média dos trabalhadores na região metropolitana carioca, esperando que o fluxo nas lojas se intensifique nos dias imediatamente anteriores à celebração.
Preferências de presentes do comércio varejista e a relevância das lojas físicas
No que tange às escolhas específicas de presentes por parte dos namorados fluminenses decididos a presentear, o comércio de vestuário e confecções lidera as intenções de compras com 19% de preferência dos consumidores locais. Logo em seguida no ranking de escolhas surgem os itens do setor de perfumaria e cosméticos com 14,7%, seguidos de perto pelo segmento de calçados, bolsas e acessórios de moda que totaliza 13,4% das intenções de compra, ao passo que 10,1% planejam realizar reservas em restaurantes para almoços ou jantares comemorativos em casal na capital fluminense de forma romântica na noite da celebração. O levantamento do Ifec-RJ destaca também que a ampla maioria dos compradores fluminenses (66,6%) mantém a preferência tradicional de efetuar suas aquisições em lojas físicas de rua ou em grandes shopping centers da cidade, valorizando a experiência imediata de experimentação, visualização e retirada rápida. Por outro lado, a praticidade das plataformas de e-commerce e canais virtuais de marcas parceiras devem atrair 24,8% do faturamento da data. Há também um grupo de consumidores, correspondente a 4,4% dos entrevistados, que planeja utilizar de forma combinada ambos os canais físico e online para suas compras, integrando as pesquisas de preços no ambiente digital com a conveniência de finalizar a aquisição presencialmente nas lojas.
A digitalização dos meios de pagamento e a liderança do Pix nas vendas
As transações de compra efetuadas para o Dia dos Namorados devem confirmar o protagonismo das tecnologias de pagamento digital e das carteiras digitais como os principais meios de pagamento preferidos pela população do Rio de Janeiro na hora de pagar pelos mimos. De acordo com informações contidas no relatório financeiro internacional Global Payments Report, que analisa detalhadamente o comportamento de compra e as tendências de pagamento em dezenas de economias nos cinco continentes, o sistema de transferências instantâneas desenvolvido pelo Banco Central brasileiro comanda 38% das transações no varejo eletrônico e 34% no volume físico de vendas nos terminais comerciais de vendas físicas. Embora o tradicional cartão de crédito continue exercendo um papel importante no parcelamento de compras de maior valor nas lojas de shopping centers do Rio de forma regular e planejada, respondendo por cerca de 40% das transações digitais de comércio eletrônico e 31% do volume processado presencialmente nos estabelecimentos varejistas, o dinheiro físico ainda exibe resiliência no mercado fluminense de bairro, representando 23% dos pagamentos realizados diretamente nos pontos de venda físicos, índice superior à média internacional de apenas 14% registrada globalmente pelos analistas de mercado. O relatório de tendências aponta ainda que a expansão de novos modelos de pagamentos digitais baseados em conta (account-to-account) deve continuar reduzindo progressivamente a circulação de papel-moeda nos próximos anos no país, forçando pequenas redes varejistas a se adaptarem tecnologicamente para manter sua competitividade.