Análise: Governo Trump subestimou reação do Irã à guerra e agora corre para conter disparada do petróleo
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O Globo - 12 Mar, 2026
O Irã ameaçou atacar petroleiros comerciais no Estreito de Ormuz, o ponto estratégico de estrangulamento para navios que precisam passar para sair do Golfo Pérsico. Essa ameaça levou a paralisia da navegação comercial no Golfo, disparação dos preços do petróleo e esforço do governo Trump para conter a crise econômica. O Irã reagiu com rajadas de mísseis e drones contra bases militares americanas, cidades em países árabes do Oriente Médio e centros populacionais israelenses, gerando um cenário de conflitos intensificados. Autoridades americanas se mobilizaram para reajustar planos de segurança, como evacuação de embaixadas e propostas políticas para reduzir preços da gasolina. Funcionários do governo Trump admitiram a falta de plano detalhado para o Estreito de Ormuz, enquanto outros expressavam pessimismo em relação à ausência de uma estratégia clara para finalizar a guerra. A guerra gerou um impacto negativo no mercado de petróleo, com a possibilidade de aumento dos preços que afeta as agendas políticas. O governo Trump se mostrou frustrado com a resposta do Irã e insistiu na necessidade de se manter firme para eliminar o regime iraniano. Ele afirmou que o ataque contra o regime é necessário para eliminar o terrorismo e ameaça aos Estados Unidos e ao mundo. Ele pediu ao Pentágono para continuar com o combate ao Irã, enquanto autoridades americanas estão trabalhando em alternativas para lidar com os impactos do conflito no mercado de petróleo. O presidente Trump se mostrou confiantes de que a guerra acabará por dentro de um mês.