A arquitetura da vulnerabilidade | Observatório da Imprensa
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Observatório da Imprensa - 13 Mar, 2026
O mês de fevereiro de 2026 foi o mês mais chuvoso em Juiz de Fora com registros históricos, o que resultou na tragédia. O jornalismo brasileiro tem uma estrutura própria, focando na dramaticidade e nas vítimas, sem investigação da estrutura de vulnerabilidade histórica, como por exemplo, a ausência de planejamento estrutural para a prevenção de desastres. A falta de investimento em prevenção, impulsionada pela burocracia, é um fator que contribuiu para a tragédia, enquanto o governo não priorizou ações preventivas. Diversos relatórios indicam que a cidade tem uma estrutura de vulnerabilidade histórica, mas o jornalismo se concentra na cobertura das vítimas, em vez de investigar a causa raiz do problema, como a falta de planejamento e investimento em prevenção. A invisibilidade da estrutura e os resultados da catástrofe são evidentes, e o jornalismo deve se concentrar na investigação estrutural para que o problema possa ser realmente solucionado.