Sigmund Freud, pai da psicanálise: “Nunca estamos tão indefesos contra o sofrimento como quando amamos”

A frase “Nunca estamos tão indefesos contra o sofrimento como quando amamos”, atribuída a Sigmund Freud, resume a visão psicanalítica sobre a vulnerabilidade inerente aos vínculos afetivos. Para Freud, o amor não se limita a um sentimento romântico superficial, mas representa uma experiência psíquica que envolve a deposição de parte significativa da identidade e do mundo emocional no outro. A vulnerabilidade associada ao amor, segundo a teoria freudiana, surge da cessão parcial do controle emocional, gerando expectativas em relação ao parceiro e o temor de perda ou rejeição. Essa vulnerabilidade aumenta com a intensidade do laço afetivo, pois a dependência afetiva, angústia da separação e desejos inconscientes podem intensificar o sofrimento diante de sua desestabilização. A relevância dessa teoria se mantém atual em um contexto relacional marcado pela imediação e pelo medo do compromisso.

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