Selic: cronologia da crise e os próximos passos do Copom

O Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a taxa Selic de 15% para 14,75% ao ano em março de 2026, após sete elevações consecutivas entre setembro de 2024 e junho de 2025. A decisão unânime sinaliza cautela diante de um cenário inflacionário desafiador e incertezas externas que podem acelerar ou interromper o ciclo de cortes. O Copom reconhece uma pior situação para a inflação, com projeções acima das expectativas de mercado, mas mantém sinalização clara de seguir com o ciclo de afrouxamento. A trajetória da Selic foi motivada por pressões inflacionárias internas e externas, além de dinâmica fiscal doméstica. Após atingir 15% em meados de 2025, a Selic permaneceu inalterada nas quatro reuniões seguintes do Copom, para avaliar a transmissão dos juros altos para a economia real e monitorar a evolução dos riscos externos. Em março de 2026, o Copom anunciou a redução da Selic para 14,75% ao ano, em decisão unânime. O comunicado manteve tom cauteloso, destacando a dependência da trajetória futura em relação a variáveis externas e sinalizando a possibilidade de novos cortes condicionais. Economistas projetam que a Selic encerrará 2026 entre 12,13% e 13%, mas com riscos de revisão caso o cenário externo piorar. O Copom continuará monitorando a inflação, o câmbio e o preço do petróleo para tomar decisões futuras sobre a taxa básica de juros.

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